1- A maioria das mulheres faz cocô durante o nascimento de seus bebês
Há uma boa razão para isso: os músculos que se usa para empurrar o bebê para fora são os mesmos que usamos durante uma evacuação. E mais, quando o bebê está nascendo ele diretamente empurra todo o reto, ajudando a expelir qualquer coisa que esteja na saída.
Mas não se preocupe, hoje em dia os médicos, doulas e outros profissionais estão prontos para ajudar a limpar tudinho. Muitas mulheres se quer notam que isso acontece por conta da eficiência dos profissionais que não avisam a paciente justamente para que ela não saiba a diferença.
O cocô no final das contas é bom! Ele indica que o bebê está a um passo de coroar.

2- Não há maiores risco de contaminação
Mesmo na banheira a água não fica contaminada. Por isso, nunca caia na tentação de pedir um enema (lavagem intestinal) antes ou durante o parto. Em um estudo de 274 mulheres aleatoriamente escolhidas (com enema e sem enema), nenhuma diferença nas taxas de infecção foi encontrada (Romney 1981).
O fato é que as fezes vão rolar com ou sem enema. Tomar laxantes antes do parto também não é nada indicado.
3- Não é bom evitar o cocô
Nada de enema e principalmente, nada de tomar laxantes. O medicamento vai, na melhor das hipóteses, não funcionar e na pior das hipóteses, te deixar constipada no pós-parto. Comer pouco também não é nem um pouco indicado. Isto porque o trabalho de parto é longo e é preciso fazer uma boa ingestão de alimentos.
4- Deve-se esquecer a vergonha
Parto envolve secreções vaginais, eliminação de gazes, xixi e fezes. Esses fatores são parte real do processo e devem, sim, serem encarados com naturalidade. É preciso soltar, relaxar e permitir para que sua história de parto flua melhor, sem medo ou neuras.
5- Nem toda companhia é boa companhia
Se você tem “medo de passar vergonha” é melhor não chamar seu marido, mãe, ou melhor amiga para presenciar este grande momento. Estar insegura e pressentindo perigo pode dificultar todo o processo. Não se esqueça que somos todos animais e devemos nos deixar levar nesta situação. Acostume-se com a ideia de gases, vômitos, choro, sangramento, xingamentos e o bendito cocô!

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